Monday, February 4, 2008

Dakar Portuga, part II

Casabranca (mas no Alentejo, ainda)

O motor do Toyota fumegava abundantemente, largando uma nuvem de fumo cinzenta e gordurosa - isto porque o Chico Rater tinha decidido aproveitar a chapa quentinha para aviar uns couratos para o pessoal que, em solidariedade com o pneu vazado da Famel do Márcio, tinham decidido parar.

Quatro horas de prova decorrida, cheia de emocionantes eventos, desde a fila da Ponte Vasco da Gama à perigosa ultrapassagem feita por um tractor CAT, que quase que ia deitando a Famel para a valeta. Felizmente Márcio deitou primeiro o pé adiante, ou a esta hora estaria até ao pescoço em lama vinda directamente das pocilgas.

Era trágico. O café central estava a ficar sem mines, e o camião frigorífico do Ivan nunca mais chegava. Mais um pouco e seriam obrigados a passar para os copos de três e de aguardente. O Manco, como habitualmente, baixou a ardósia e reviu a pontuação do Dakar:

- Zé Camandro: 43 mines e quatro sandes de courato
- Manel Roscas: 42 mines e meia, duas sandes de courato e uma coxinha de galinha
- Alfredo Ganza: 40 mines, 3 enrolados e um pacote de pevides
- Quim Ganas: 39 mines, duas amêndoas amargas, um copo de três e uma entremeada
- Márcio André: 35 mines, duas frizes de limão, um cornetto de morango e dois chupas
- Artur Buana: 32 mines, uma embalagem de Alka Seltzer e uma noite no SAP de Beja

Após uma sesta revigorante, os participantes preparam-se para a seguinte etapa da prova: o campeonato de chinquilho, seguido da matança do porco e da fazedura de salsichas para o jantar. Tudo regado com tinto, que um piloto não deve ter nunca sede.

A abrilhantar o certame, as modelos Carina Liliana (conhecida como a fechadura por causa do buraco que tem no meio dos dentes) e Aljustrina Lameiras, o bigode mais farfalhudo daqui até Odeceixe.

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